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Conhecimentos Gerais sobre Radioamadorismo

O que é um Medidor de ROE?
O Medidor de ROE é um aparelho que mede a Relação de Ondas Estacionárias, presente em um sistema de antena. A estacionária, também conhecida pela sigla inglesa SWR, pode ser explicada de uma forma bem simples, como a potência que, ao invés de ser irradiada, retorna ao transmissor. A estacionária elevada pode prejudicar o rendimento do equipamento e até mesmo danificar a saída do mesmo. Vários fatores podem provocar a estacionária, como o desajuste da antena, oxidação de cabos e conectores, soldas mal feitas em conexões, umidade no cabo coaxial, etc. 

É necessário medir a ROE de minhas antenas?
Sim. A medição da ROE é muito importante, para prevenir danos à sua estação, além de garantir o máximo rendimento do seu sistema. Mesmo que você tenha conseguido num primeiro momento uma estacionária ideal (1:1) em determinada antena, essa relação pode mudar ao longo do tempo, provocada por desajustes da antena, umidade, oxidação, etc. Dessa forma, é recomendado ter um medidor à disposição e medir a estacionária periodicamente. 

Haverá alguma perda de sinal em manter o medidor ligado entre o rádio e a antena?

Haverá alguma perda de sinal em manter o medidor ligado entre o rádio e a antena? 

Desde que o medidor seja de boa qualidade, não haverá nenhuma perda por inserção ao ligá-lo entre a saída do transmissor e a antena. 


Rádio Propagação

As ondas de rádio se propagam das extremidades da antena, expandindo-se em todas as direções no formato de uma grande esfera. 

A medida que se distancia do transmissor, o sinal se torna cada vez mais fraco, isto devido a resistência a propagação encontrada. Outro fator do enfraquecimento da onda irradiada é que estas são absorvidas pela superfície terrestre. 
Na propagação as ondas eletromagnéticas ao longo de sua trajetória são submetidas a toda uma classe 
de obstáculos que se opõe a sua propagação, tais como : prédios, postes de estrutura metálica, 
montanhas, etc. 


Certas considerações sobre antenas

Algumas pessoas pensam que antena é simplesmente um pedaço de metal ou qualquer vara de alumínio colocado sobre o telhado, outros usam lâmpadas fluorescentes, antena de carro na janela ou colocam uma antena móvel no centro de uma bacia de alumínio, dizendo ser uma antena parabólica !?!?. 

Na realidade, antena é um elemento muito mais importante que qualquer invenção maluca e deve ser considerada com respeito pois é a "alma" de uma estação de rádio. 
Existe uma certa arte nas antenas que envolve frequências, direções, polarizações e principalmente ondas estacionárias (R.O.E). Aquele que trabalha construindo antenas, precisa ter além das ferramentas adequadas para sua construção, o conhecimento total do seu funcionamento sem esquecer da sua resistência aos ventos fortes que ela venha a sofrer. 

Para classificar entendendo melhor sobre as antenas, descrevo agora os elementos básicos do seu 
funcionamento: 

Frequência
Determina o tamanho da bobina ou dos seus elementos, que dependerá da frequência que ela trabalhará (diz-se estar em corte). Cada antena construída, precisa estar na frequência desejada para um melhor rendimento e sem riscos de danos posteriores no transmissor. 

Impedância
Para cada tipo de antena, existe um tipo de impedância. Antenas de televisão, são fabricadas com impedâncias de 75 e 300 ohms. Para os Radio Amadores, as antenas são fabricadas geralmente com impedância de 50 ohms, alguns tipos de antenas, necessita de linha de transmissão (o cabo) em 75 ohms.

Direção
Determina uma direção da transmissão e recepção desejada ou específica eliminando as áreas indesejáveis. Antenas construídas com direção determinada, são chamadas de antenas direcionais e podem ser horizontal ou vertical dependendo da sua frequência de corte e preferências de uso. Antenas diretivas, são muito usadas geralmente para armar repetidoras quando se está a grandes distâncias, fazer contatos familiares e DX ( contatos interestaduais ou para outros países ). 

Polarização
As estações de rádio em comunicação devem possuir as suas antenas fixadas na mesma polarização pois é muito difícil haver um bom contato entre estações que usam antenas com polarizações diferentes. Dependendo do tipo de uso do transceptor e da frequência usada, a antena pode estar na posição vertical ou horizontal. Em frequências baixas, pode-se aproveitar as propagações da ionosfera para contatos interestaduais ou até internacionais e nesse caso as antenas deverão estar no sentido horizontal pois as ondas de rádio que conseguem trafegar e refletir na ionosfera, estarão apenas nessa polarização. Em outros casos quando a frequência usada é muito alta (acima de 70 mhz), faz se necessário o uso de antenas na posição vertical para contatos locais entre várias estações ou para "armar" uma repetidora distante pois a propagação na ionosfera é muito fraca ou não existe e a ausência dos ruídos das baixas frequências estimula a construção de estações repetidoras em morros altos. Antenas parabólicas, também usam no seu alimentador, polarizações verticais e horizontais. As antenas cúbica de quadro (conhecidas como quadra cúbica) são consideradas como as melhores da atualidade, principalmente porque elas possuem altos ganhos e capacidade de dupla polarização ao mesmo tempo. 

Propagação
Para a alegria dos aficionados em rádio, existe na natureza, um elemento que envolve nosso planeta responsável pela reflexão de certas frequências de rádio funcionando como um satélite natural permitindo que as emissões de rádio, alcançam distancias intercontinentais. A ionosfera é a terceira camada acima do solo terrestre entre 80 a 400 km formada de diversos elementos ionizados enriquecidos pelas atividades solares com variações a cada hora do dia que determina o que chamamos de propagação. Graças a ela, é possível fazer contato com o Brasil e algumas partes do mundo. A ionosfera, pode refletir com eficiência, frequências que vão de alguns khz até 70 mhz, mas dependendo de certas condições raras ocorre reflexões eficientes de até 100 mhz. 

Mosca Branca
O magnetismo que envolve o planeta juntamente com sua geografia, só permite um contato terrestre (rádio a rádio em linha reta) até uns 100 km com o uso de uma boa antena, o sinal de rádio que chega até a ionosfera, tem sua primeira reflexão a uma distância de uns 450 km. O espaço existente de 100 a 450 km fica fora da área de captação de rádio resultando em uma zona de silêncio conhecido como mosca branca. Isso explica porque fica difícil falar do Rio de Janeiro para São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, mas é fácil falar do Rio de Janeiro para Brasília, Paraíba e até outros países que são muito mais distantes. As vezes ocorrem variações especiais na propagação capaz de burlar essa lei permitindo rápidos contatos com estações localizados nessas áreas. 

Modulação

Muita confusão é feita por causa do que se diz hoje em dia com relação a tipos de modulação e frequências. Quando se diz FM, logo se pensa em um rádio que toca músicas em estéreo, o mesmo com o AM que logo se faz pensar em radinho de pilha para ouvir futebol, notícias etc... FM e AM na realidade são 2 tipos de modulação de portadora bem diferentes um do outro e pouco tem a ver com as frequências que elas modulam, mas há certas preferências com relação a modulação x frequências que acabou por causar essa confusão como usar AM (amplitude modulada) geralmente em frquências baixas e FM (frequência modulada) em freqûencias altas. Mas isso não quer dizer não é possível usar modulação em AM em transmissores de frequências altas e vice-versa. Os exemplos estão nos rádios de aviação que operam entre 110 a 136 mhz modulando em AM e a faixa do Cidadão (PX) possuindo rádios que operam em 27 mhz e modulam também em FM. 

Aquele rádio que toca músicas em estéreo, é na realidade um rádio de VHF porque as emissoras que ele sintoniza, transmitem entre 88 a 108 mhz (faixa do vhf ) e o radinho de pilha que ouve futebol e notícias, é um rádio LF porque as emissoras que ele recebe, estão nas frequências de 640 khz a 1.6 mhz. 

Casador de Impedância

Quando a impedância da antena não casa com a impedância do cabo, evidentemente a antena não responderá corretamente ao sistema oferecendo muitas perdas a cada metro do cabo e uma estacionária (R.O.E) muito acima do aceitável colocando o transceptor em risco de algum problema futuro. A solução correta para esses casos é a manutenção da antena e calcular o tamanho do cabo para que este tenha a menor perda possível a cada metro. 

Só que existe alguns casos que impede qualquer tipo de manutenção como o tempo muito ruim, altura arriscada, possuir um rádio de muitas frequâncias sendo inviável o uso de uma única antena ou usar amplificadores lineares (botinas) sem ajuste na entrada. Nesses casos, uma alternativa é usar um pequeno aparelho de montagem simples e que não necessita de energia de uma fonte de voltagens para funcionar corrigindo os problemas de casamento errado entre o cabo e a antena conhecido como casador de impedâncias que é capaz de ajustar no caminho do cabo as diferenças de impedâncias com a antena protegendo o rádio de uma possível queima de transmissão. Com ele é possível ter um rádio de muitas frequências e praticamente um sistema irradiante ajustada para todos os canais do rádio sem se preocupar com R.O.E alto, ajustar a impedância de entrada dos lineares, usar antenas provisórias e muitos outros usos. Mas ele não é a solução perfeita de uma estação de radioamador pois se uma antena apresenta R.O.E alta, ela não esta cortada na frequência certa ou tem algum erro sério, isso significa que a antena está apresentando muitas perdas de ganho efetivo e mesmo usando um casador de impedâncias e ajustando a R.O.E, essas perdas não serão corrigidas mesmo com os medidores indicando baixa estacionária, na realidade a antena continua errada e o problema deve ser corrigida nela. 


Ondas Curtas

Na realidade, as antigas ondas curtas captadas pelos rádios de várias faixas de ondas e RadioAmadores LF, são hoje em dia ondas bem compridas. São frequências entre 1800 khz a 21 mhz cobrindo ondas de 180 metros a 15 metros (essa largura é aproximada e depende da banda de captação de cada modelo e marca de rádio). 

Se comparados ao tamanho da onda dos rádios chamados MW que sintonizam entre 560 khz a 1600 khz cobrindo as ondas de 470 a 180 metros, são realmente bem curtas. Mas hoje sabemos que o tamanho das ondas nas frequências de RadioAmador na faixa do VHF em 144 mhz, atinge a casa dos 2 metros, a faixa de UHF em 440 mhz chega a centímetros. As frequências dos satélites estão em torno de 12000 mhz ( 12 ghz ) e as Microondas então ? Só vendo no microscópio. 


O cabo

Muito se pergunta sobre o cabo da estação a ser usado como o seu tamanho e melhor tipo. Inicialmente o tamanho deve ser o menor possível mas existem cálculos que respeitam a cada tipo de cabo para que se tenha a menor perda possível por metro usado. Quando o tamanho do cabo consegue interferir em uma indicação de R.O.E, significa que a antena está fora da sintonia ou de impedância e o cabo influi nesse erro podendo até ser corrigido mas somente a antena é responsável pelas frequências e o cabo é apenas a linha de transmissão que geralmente é o mesmo para vários tipos de antenas nas mais variadas frequências, isso significa que quando o "canal" é alterado, somente a antena percebe a troca e o cabo não. O resultado disso é a R.O.E considerado baixo em uma escala muito curta de frequências (menos canais). 

Para obter o melhor rendimento em uma estação e consequentemente um R.O.E baixo em um número maior de canais, vai abaixo os cálculos a ser usado para cada tipo específico de cabo: 

CABOS DE 50 OHMS PIRELLI RG58 ou RG213 : 
Cálculo com um número ímpar do cabo usando o indexador 1,825 
CABOS DE 50 OHMS CELULAR : 
Cálculo com um número ímpar do cabo usando o indexador 2,25 
Ao final do corte correto do cabo, deve-se ajustar a antena até a obtenção do menor R.O.E possível. 


TVI (TV Interferência

Um dos assuntos mais complicados e de grandes aborrecimentos que envolve o RadioAmador é sem dúvida nenhuma o que chamamos de TVI ( interferências em algum aparelho eletrônico provocado pelo transmissor ). 

Embora um receptor de TV possua muita sensibilidade capaz de captar sinais de transmissores próximos, os aparelhos de TV da atualidade, vem de fábrica com filtros capazes de impedir a entrada de outras frequências que não sejam as que o aparelho está projetado para captar e portanto quando a interferência acontece, significa que a coisa está séria e aquele "filtrinho" colocado na antena do receptor certamente não vai resolver o problema pois a RF que está "vazando" do transmissor até a casa da "vítima", possui intensidade suficiente para que isso seja levado bem a sério. A antena do Radio Amador com R.O.E 1:1, elimina apenas um dos muitos motivos que causam as interferências e portanto essa antena não está livre de poder ser a grande culpada de tudo. 
Um dos fatores que mais provoca o TVI é a geografia do local onde uma ou ambas das partes está localizado possuindo muito próximo um morro alto, uma casa com telhado de zinco, muitos fios elétricos de alta tensão um prédio etc.. que contribuem com uma fortíssima reflexão interferindo até mesmo em telefones, rádios, decodificadores de satélites etc... ou até mesmo em geladeiras, liquidificadores, chuveiros elétrico e outros aparelhos. 
A solução exata para resolver esse problema, pode não estar na manutenção das antenas da TV, na antena do transceptor colocando-o com estacionária baixa ou resolvendo os problemas de casos isolados como o som, telefones, rádios etc... e sim na eliminação total da "carga" de RF que a estação do RadioAmador está injetando na casa do interferido e para eliminar essa carga, devemos : 
Trocar o tipo de antena: Isso não quer dizer que a antena usada é um tipo que provoca interferências mas um tipo que não pode ser instalada naquele local. Convém lembrar que essa antena pode ser a solução de um outro local. As vezes uma simples troca de localização da antena no telhado, pode ser a solução definitiva do problema. 

Levantar mais alto a antena: Uma antena tem seu funcionamento mais acentuado quando ela está instalada em local alto. Isso impede também dessa antena refletir em obstáculos próximos. 
Usar cabos de qualidade: Os cabos grossos e os celulares, são perfeitos nesses casos mas existem muitos tipos de cabos comuns que possuem blindagem acirradas e são de boa qualidade. 
É claro que é necessário a colocação de filtros na antena do transceptor para barrar os harmônicos da frequência central mas a finalidade principal é demonstrar que se está fazendo algo para resolver o problema. As vezes colocando certos filtros baratos como os vendidos em ambulantes (camelôs) é uma solução simples que pode resolver de vez o problema, mas sempre é bom prestar atenção nas dores de cabeça que essa simples ou outras interferências pode trazer principalmente se o interferido ser um tipo de pessoa que sofre de problemas psicológicos necessitando um contato pessoal o mais pacífico possível mesmo que isso seja difícil de se fazer. 
Essa cessão é destinado exclusivamente ao operador iniciante. Outros pode ter muitos anos de RadioAmadorismo mas basta um pequeno QRL e talvez este precise urgentemente se atualizar com as novas maneiras de operar, conhecer novos equipamentos e quem sabe, aprender alguma coisa aqui. A lista abaixo é uma coletânea de algumas palavras que tanto aflige o operador iniciante. 


Casador de Impedância

O Casador de impedância é um pequeno aparelho que não necessita de voltagem para funcionar. É uma pequena caixa de preferência metálica com 2 conectores fêmea na traseira e 2 botões frontais que sintonizam a impedância no cabo. Internamente esse simples aparelho possui um indutor (uma bobina) entre 2 variáveis de uns 500 pf. 

Geralmente é usado para evitar que uma estacionária alta (conhecido como ROE alto) proveniente de uma antena mal sintonizada ou com defeito, possa atingir o rádio afim de evitar a queima do transistor de transmissão. 
Esse aparelho não corrige os problemas da antena que funcionando mal, diminui a qualidade de transmissão e recepção sendo então`muito necessariamente ser consertada. Também serve para corrigir erros de impedância entre a botina e o rádio. 


Antena Direcional
As antenas são elementos muito importantes para a estação e a forma física que elas são feitas, faz uma grande função na onda e define muitas formas de funcionamento. Alguns que desconhecem impedâncias, direções, polarizações e tamanhos, pensam que antena é apenas uma vareta colocada no alto do telhado. As antenas montadas no formato direcional e polarizadas no sentido vertical, é muito usada para contatos especialmente entre 2 pontos distintos enquanto que as polarizadas no sentido horizontal, são mais usadas para DX usufruindo da propagação. 

Antena Vertical

As antenas montadas no sentido vertical, tem vários formatos variados umas das outras mas todas efetuam as mesmas características que consiste em transmitir e receber em todas as direções diferenciando apenas os seus ganhos em db. 


As antenas verticais são mais usadas que as horizontais porque permite uma irradiação mais uniforme para todos os lados. 

Cabo de 50 ohms
Os cabos blindados para antenas para PX ou RadioAmador,devem ter a impedância certa de 50 ohms. Esse é o valor usado em todos os transceptores para RadioAmador ou PX. Existem cabos de outras impedâncias e são bem parecidos com os de 50 ohms. As diferenças de impedâncias nos cabos implicam com a sua espessura mas muitos cabos grossos, ainda podem possuir a mesma impedância de cabos finos mas com vantagens como a durabilidade e a potência em RF que pode suportar. 

Cabo de 75 ohms

Os cabos blindados de 75 ohms são especialmente usados para antenas de televisão. Mas algumas antenas de PX ou RadioAmador como as dipolos, podem funcionar melhor com o uso de cabos de 75 ohms. 

Como descrito no item acima, os cabos que transportam a RF até a antena (linha de transmissão), devem ter seu valor em ohms correto para que a perda por metro não seja maior que o esperado. 


Repetidora

Na faixa das frequências acima de uns 100 mhz, as estáticas vinda do sol, além de ser em quantidade menor que as frequências mais baixas, já começam a se perder no espaço depois que refletem na terra. Isso traz muitas vantagens como construções de antenas mais poderosas, receptores mais sensíveis e o uso de repetidoras. 

Repetidora são aparelhos e antenas instalados geralmente em locais muito altos com a finalidade de repetir a transmissão facilitando contatos muito mais distantes entre duas ou mais estações. Consiste em 2 (ou mais) rádios sendo 1 recebendo e o outro re-transmitindo o som vindo do primeiro rádio com uma certa diferença de frequências entre eles. Essa diferença é padronizada para cada serviço mas não por todos. Os RadioAmadores que usam a faixa entre 144 mhz a 148 mhz, utilizam a diferença de 600 khz (0,6 mhz), os RadioAmadores que usam a faixa de 430 mhz a 450 mhz, utilizam a diferença de 5000 khz (5,0 mhz) e a faixa marítima que funciona em torno de 156 mhz a 162 mhz, utiliza a diferença de 4,600 khz (4,6 mhz). Porém muitos serviços como Rádio-táxi, Hospitais, Bombeiros, Polícia e muitas empresas particulares, utilizam rádios em repetidoras com as diferenças de frequências dos mais variados. Algumas repetidoras muito usadas em Rádio-táxi, funcionam de forma casada com 2 rádios, Um de UHF e o outro de VHF sendo que um transmite repetindo o que o outro recebe e vice-versa. 


Abrir ou fechar a propagação
Para a alegria dos aficionados em rádio, existe na natureza, um elemento que envolve nosso planeta responsável pela reflexão de certas frequências de rádio funcionando como um satélite natural permitindo que as emissões de rádio, alcançam distancias intercontinentais. A ionosfera é a terceira camada acima do solo terrestre entre 80 a 400 km formada de diversos elementos ionizados enriquecidos pelas atividades solares com variações a cada hora do dia que determina o que chamamos de propagação. Graças a ela, é possível fazer contato com o Brasil e algumas partes do mundo mas quando isso fica difícil, dissemos que a propagação está fechada. A ionosfera pode refletir com eficiência, frequências que vão de alguns khz até 70 mhz, mas dependendo de certas condições raras ocorre reflexões eficientes de até 100 mhz. 

BIP

Um simples sinal sonoro ao final do "cambio" é um bip que avisa que a outra estação parou de falar. Esse sinal pode ser um simples tom ou diversas notas em forma de código para que um painel instalado na base da outra estação RadioAmadora identifique o rádio que está transmitindo. Esse método é muito usado nos rádios de Cooperativas de táxi. 

Infelizmente estão sendo instalados placas de pequenos circuitos vendidos nos camelôs em forma de chaveiros que produzem efeitos sonoros especiais como musicas, explosões, gritos e outros sons conhecidos para personalizar o bip sem o conhecimento dos efeitos nocivos que esses circuitos provocam nos rádios. 


Telecomandos

Em meados de 1962 quando foram inventados os primeiros 23 canais na faixa dos 27 mhz, (canais de PX), foram incluídos mais 5 entre os canais 3, 7, 11, 15 e 19 destinados a telecomandos e portanto todos os rádio fabricados na faixa de PX mesmo os atuais de 40 canais, teriam que pular essas frequências. Isso quer dizer que qualquer brinquedo de controle remoto fabricado nessa época, teria que ser fabricado funcionando em um desses 5 canais. 

Porém os usuários da faixa PX tem aumentado muito e os fabricantes de aparelhos e brinquedos, tiveram que "fugir" dessas frequências para outras mais elevadas e seguras e nesse caso, as frequências de telecomando foram abandonadas. Atualmente são muito usadas por pessoas que possuam rádios chucrutados que funcionam nesses canais. 


Tabelas de rádio

Atualmente a maioria dos rádios fabricados na faixa de 27 mhz (PX) possuem apenas 40 canais e sempre há uma necessidade de aumentar esse número para o máximo possível sem forçar componentes ou desestabilizar as frequências internas. Quando isso é feito, são acrescentados ao rádio algumas chaves extras ou é usado algumas das chaves já existentes no painel se estes não tiverem muitas utilidades. O número de canais apresentados no dígito ainda é o mesmo e para que se tenha um controle desses novos canais, é apresentado uma tabela de canais que consiste em uma folha (ou folhas) com as indicações das chaves e os números dos dígitos com os novos canais indicados. 

Alguns rádios já vem de fábrica com canais além dos 40 porém sem mudar os dígitos e apresentando chaves especiais para que se tenha acesso a eles. Mas os fabricantes não apresentam uma tabela representativa pra isso e nesse caso faz-se separadamente uma tabela apropriada. 


Antena Dual banda
As antenas de RadioAmador tem suas formas e funcionamentos dos mais variados e muitas delas fazem coisas que parecem mágica e que fica difícil acreditar. Entre essas coisas, estão as antenas Dual banda que funcionam conjuntamente em UHF e VHF com a possibilidade de transmitir em uma frequência enquanto recebe na outra sem que nenhuma interferência aconteça entre essas bandas. 

PT5, PT6, PT8, etc...

As antenas PT são na realidade uma cópia fiel das antigas e famosas antenas de autoria americana com o nome de HI-GAIN. Essas antenas possuem uma bobina que copia as mesmas características das antigas antenas da marca LAFAIETTE que carinhosamente receberam o nome de "dinamite" por ser muito parecida com uma banana de dinamite. 

Muitos fabricantes de antenas aderiram a esse método inventado pela LAFAIETTE copiando quase que fielmente as antenas da HI-GAIN apenas mudando o nome e a qualidade do material empregado. O número que segue o nome, é a quantidade de radiais que a antena possui. 


Ponta a ponta
Quando duas ou mais estações estão se comunicando entre si na mesma frequência sem o auxílio de uma repetidora artificial, diz se que estas estações estão ponta a ponta. O termo também é empregado se houver ajuda de uma repetidora natural (propagação pela ionosfera) pois as frequências que estas estações operam ainda são sempre as mesmas não necessitando o uso de um "off-set" como acontece quando se usa uma repetidora montada artificialmente. 

Eletreto

Até meados de 1990, as cápsulas de microfone de qualquer transceptor eram sempre feitas com uma fina bobina colada ao diafragma acompanhadas de um imã fixo para identificar as variações da voz quando a bobina é movimentada pelo diafragma. Esse é o sistema dinâmico pois a bobina possui um valor que varia de 200 a 700 ohms. 

Atualmente a maioria dos fabricantes de rádios transceptores adotaram o eletreto como cápsula. Esses componentes de valor interno de até 1200 ohms (1,2 k) consiste em um transistor especial com um dos seus elementos ativos ligados ao um fino metal que detecta a voz e transfere ao transistor que amplifica e transfere ao rádio. Esse método é muito mais eficiente e durável mas é necessário um pequeno circuito eletrônico para polariza-lo porque não funcionam se ligando diretamente ao rádio. 


Duplexador
São fabricados atualmente muitos transceptores com mais de uma banda padrão. São denominados Dual band porque possuem 2 bandas geralmente UHF e VHF, Ttrial band porque possuem 3 bandas como UHF, VHFL e VHFH e Multi band porque possuem muitas bandas (ou banda corrida) como 10 metros, 11 metros, 15 metros, 40 metros, 80 metros etc... Alguns desses transceptores vem de fábrica com vários conectores de antena para funcionar com uma antena apropriada em cada conector. Mas existe muitos modelos de antenas modernas com capacidade para funcionar em mais de uma banda com apenas 1 conector e 1 único cabo. Nesse caso é necessário o uso de um duplexador que é um pequeno aparelho com 1 conector em um dos lados e 2 ou 3 conectores no outro lado. Sua função é ligar vários rádios de bandas diferentes (ou rádios dual band) em uma única antena dual ou trial.. 

Off Set
Esse estranho termo em Inglês nada mais é que a diferença que um rádio faz entre transmissão e recepção quando em uso com uma repetidora artificial. Em determinadas frequências como as faixas de RadioAmador em VHF e UHF ou nas faixas marítimas, o off-set é padrão (sempre o mesmo valor para toda a faixa) mas em outras faixas como as comerciais, serviços, polícia etc... é diferente entre eles.

Medidor de R.O.E

Medidor de ROE: 

Existe uma necessidade de se saber se antena está realmente casada com com a frequência de operação do transmissor. Isso é muito importante para o perfeito funcionamento do sistema e evitar que haja queima de componentes importantes. Para saber se a antena está legal, usa-se um pequeno aparelho portátil que não precisa ser ligado a rede elétrica que se chama Medidor de R.O.E. Esse simples aparelho possui 2 conectores, 1 ponteiro (vu), uma chave HH e um botão para ajuste fino. Ele é ligado entre o transmissor e a antena usando um pequeno rabicho (veja rabicho) e assim é possível saber a quantidade de retorno da antena que não pode ser maior que 1:1,5. 


PLL

Os primeiros transceptores usavam um tipo de sintetizador controlado a cristais que junto faziam uma séries de canais com bem menos cristais. Para se conseguir 23 canais, eram necessários 14 cristais e isso era muito ainda. 

Foi então inventado um integrado PLL que acabou de vez as grandes quantidades de cristais dentro do transceptor . Atualmente um rádio fabricado com PLL possui no máximo apenas 4 cristais (não conta os cristais de filtro do receptor). 
Convém lembrar que é através do PLL que é possível aumentar o número de canais de um transceptor mas no Brasil, esse tipo de componente é em alguns casos quase impossível de conseguir e custa caro. 


Sobre-modular

Em termos normais, modular significa falar ao microfone inserindo módulos que são representados pela voz do operador a portadora de transmissão que podem ser em amplitude, frequência ou cw. Sobre-modular é transmitir na mesma frequência do colega e ao mesmo tempo tentando falar por cima dele e certamente conseguirá fazer isso para quem está mais próximo. 

Não é correto tentar "sobre-modular o colega" pois isso é considerado falta de respeito ao amigo que não sabe que está sendo atrapalhado. 


Antena Fantasma

Antena fantasma também chamada de carga fantasma é um tipo de antena que não tem varetas, polarização ou direção mas tem impedância correta de 50 ohms. Consiste em uma lata razoavelmente grande com um único conector fêmea instalada em um dos lados e contendo em seu interior alguns resistores de carvão com potência de até 2 watts e muita areia para dissipar o calor produzido pelos resistores que são montados em um conjunto de série-paralalo para fazer o valor interno de 50 ohms com capacidade de suportar até 500 watts dependendo da montagem. 

Essa montagem estranha funciona como uma antena comum a qualquer frequência oferecendo um valor de ROE 1:1 mas sem irradiar a transmissão possibilitando qualquer tipo de teste ao transmissor ou botinas sem importunar os colegas ou causar interferências em qualquer aparelho mesmo muito próximo. Essa carga fantasma pode ser facilmente encontrados nas lojas de antenas para o Rádio-Amador mas sua montagem é tão simples que quase todos poderá montar um. Consiste em colocar um conector fêmea ligado a 4 resistores de carvão (não serve usar resistores de fio) no valor de 220 ohms e 2 watts cada em paralelo colocados dentro de uma lata tampada e totalmente cheia com areia. 


Jogar Portadora

Ao exato momento que o PTT é apertado, o rádio começa a transmitir um sinal de RF na frequência do canal escolhido e agora é só falar. Esse é o procedimento padrão para o uso do rádio transceptor e assim se faz muitos amigos. Porém é com esse mesmo procedimento que se faz possível interferir em outra estação e arrumar inimizades. 

Basta transmitir junto com a outra estação propositalmente e não falar nada ou fazer barulho. Isso é jogar portadora e é uma prática ruim.


Retorno de áudio

Retorno de áudio é uma moda atual não muito aceita por mim ou pelos técnicos de rádio transmissores (mesmo). 

A arte de ouvir a própria voz no auto-falante do rádio, causa microfonias e impede de se usar microfones sensíveis ou amplificados. Além de obrigar o integrado de áudio trabalhar mais intensamente que o normal. Alguns modelos de rádios Americano como o VOYAGER, já vem de fábrica com câmara de eco e consequentemente o retorno facilitando a calibragem do eco. Mas leva-se em conta que a modulação ainda é de fábrica com apenas 60% de sensibilidade e ganho funcionando bem com o retorno mas fica muito difícil fazer qualquer trabalho de melhoria na modulação ou potência. 


Botina ou bota

Um aparelho valvulado ou transistorizado que tem a finalidade maior de aumentar a potência de um transmissor, recebeu o nome de Botina ou bota porque o que ele faz é dar um "chute" na RF para ir mais longe. O nome correto é Amplificador linear de RF porque amplifica a RF que sai do transmissor para um número maior de watts permitindo "chegar" mais longe. Em alguns modelos de "botina", os fabricantes incluem um outro circuito chamado de booster capaz de amplificar a recepção do transceptor em até 40 watts. 

É muito importante dizer que É PROIBIDO o uso desse tipo de aparelho se usado na faixa dos 11 metros (PX) e nem todos os RadioAmadores poderão usar dependendo da classe da licença e potência do linear. 


Câmara de eco

Alguns modelos de rádios da marca Voyager, Galaxie, Alan e outros, já estão sendo fabricados com uma placa de eco no seu interior com a finalidade de produzir um lindo efeito de eco na modulação. A placa de circuito desses modelos, possuem tomadas especiais prontas para a colocação desse tipo de eco, mesmo os modelos que vem c omo opcional ou não. Essas placas de eco, são fabricadas para funcionar em qualquer rádio transceptor por estarem preparadas para drenar invasões de RF. PTT's fabricados com eco e outras placas externas para eco para receber o próprio PTT do rádio, também são recomendados. 

Jamais coloque outras placas como pedais de guitarra ou aparelhos de efeitos fabricados para mesas de PA. 


Modular

Modular é o mesmo que falar ao microfone quando o rádio está em transmissão. Esse termo é usado porque a portadora de transmissão tem sua ondulação em forma de módulos de acordo com o tipo de modulação. 

Quando o PTT é apertado (pressionar a tecla lateral), o transmissor transmite mas somente a portadora e quando se fala ao microfone, essa portadora modula de acordo com a voz do operador. 


TVI

Quando surgiram os primeiros RadioAmadores, Ainda não existia a televisão e os aparelhos sonoros como o rádio, era, valvulados com muitos poucos riscos de sofrerem interferências de um transmissor próximo. As primeiras interferências registradas apareceram quando surgiu a televisão e foi denominada TVI (tv interferência). 

Atualmente existem muitos aparelhos com sensibilidade suficiente de sofrerem essas interferências como o computador, telefones, rádios e até sons e se ocorrerem, diz-se estar causando TVI. 


Quadra Cúbica

São muitas as variedades e tipos de antenas com capacidades, polarizações e direções variadas. Dentre todas, a mais famosa é a Quadra Cúbica (cúbica de quadro) porque confere todos os itens das melhores antenas. 

Considerada uma antena de luxo,a quadra cúbica é uma antena poderosa de tamanho pouco exagerado em comparação as outras da mesma banda mas polariza vertical e horizontal simultaneamente e possui grande capacidade de direção e potência. Sua aparência lembra vários quadros (dependendo da quantidade) em fila sendo umas menores e outras maiores. 


Batimento de onda
Ao receber duas ou várias emissoras de rádio operando quase ou na mesma frequência, ocorre um tipo de apito que é gerado pelo "batimento de onda" dessas emissoras. Isso acontece muito nas faladas ondas curtas por causa da propagação que permite receber em intensidades aceitáveis emissoras de rádio de várias localidades do mundo sem que uma atrapalhe a outra. 

Ouvir a entrada

Ouvir a entrada é um termo muito usado nas frequências altas que já se faz necessário o uso de repetidoras. 

Uma repetidora usa sempre 2 frequências para funcionar sendo uma na entrada e outra na saída. Quando se usa uma repetidora, o transceptor estará recebendo na frequência de saída enquanto que o colega transmitindo estará na frequência de entrada e vice-versa. Para saber se é possível ouvir a transmissão do colega vindo diretamente do transmissor dele, basta programar o rádio para receber a frequência de entrada da repetidora. 


Filtro de cavidade
O filtro de cavidade é uma peça importante e obrigatório por lei em qualquer repetidora instalada no Brasil tanto para o RadioAmador como para qualquer outra empresa. É formada por 2, 3 ou 4 grandes bobinas uma ao lado da outra para filtrar e deixar passar somente a frequência desejada ignorando interferências vindo de outras repetidoras e até mesmo o canal ao lado. Essa peça é muito importante e traz grandes benefícios. 

Sub-Tom
Esse recurso especial somente encontrado nos rádios VHF e UHF, permite bloquear interferências indesejáveis tanto provocado por outras estações como estáticos. É o Sub-tom que funciona como uma senha para liberar o squelch ou fazer outras funções importantes que são os mais variados. Se um rádio estiver com seu receptor bloqueado por um dos números de sub-tom, este somente aceitará ou vai abrir o som se a estação que receber conter em sua portadora o mesmo número de sub-tom. São cerca de 45 sub-tons diferentes e seu uso é bastante semelhante ao controle remoto podendo ligar ou desligar repetidoras, diminuir potências, gravar mensagens, ligar outros aparelhos e muitas outras funções. 

Rabicho
Esse é um simples nome para um simples cabo de aproximadamente 45 cm e com 2 conectores macho sendo 1 em cada ponta. Serve para ligar outros aparelhos ao rádio como botina, booster, casadores etc. Recomenda-se o uso do "rabicho" com tamanho inferior a 65 cm e com cabo de boa qualidade. 

Chucrutar o rádio
A maioria dos transceptores de PX americanos vem de fábrica com uma antiga legislação inaceitável para os padrões Brasileiros. Nesse caso o nível de áudio na modulação que deveria estar em 90%, são de apenas 60% e a quantidade de watts na potência do transmissor de deveria estar com 7 watts em AM e 21 watts em SSB (ou banda lateral) são de apenas 4 watts em AM e 12 watts em SSB. A quantidade de canais que no Brasil é de 60, são de apenas 40. A arte de efetuar as devidas melhoras no rádio como aumentar a potência, sensibilizar o microfone, quebrar o queixo e o aumento de canais até mesmo para um número bem acima do permitido, chama-se chucrutar o rádio. 

Banda Lateral
A Banda lateral é o mesmo SSB antigo apenas com a diferença de que esta foi dividida em 2 modos, o LSB que é a supressão apenas na metade inferior da portadora e o USB que é a supressão apenas na metade superior da portadora. O LSB e o USB funcionam do mesmo jeito com uma a impressão que são iguais mas nota-se logo a diferença quando se percebe que um modo não fala com o outro modo. 

Aterrar a antena

As antenas móvel usam a própria lataria do carro como parte de seu elemento. Isso quer dizer que quando uma antena para carro é comprada, foi adquirida apenas uma parte dela. A outra parte é a própria lataria do carro que é uma parte muito importante e tem que ser levado a sério. Portanto quando a antena móvel é instalada, esta deve ser aterrada a lataria do carro para funcionar corretamente. 

Porém é muito importante lembrar que esse aterramento não pode ser feito através de fios comuns e sim no ato de prender a antena na mala eu calha. Se isso não acontecer, a antena fica com a estacionária alta significando o mal funcionamento do rádio e a possibilidade de queima do transistor de saída. 


Fonte estabilizada
As fontes que alimentam os rádios transceptores devem ser estabilizadas, com boa amperagem e com voltagem que variam em torno de 12 a 13,5 volts. Por ser um componente muito importante na vida do rádio, deve-se tomar muito cuidado com a qualidade desse tipo de aparelho já que um defeito pode causar danos sérios ao transceptor. Lembro que as fontes de computador modificadas, oferecem alta capacidade de estabilização e faz o transceptor funcionar muito bem mas eu comparo isso a uma usina nuclear que é muito poderosa quando tudo vai bem mas se falhar, os prejuízos são incalculáveis. 

Dentel
Departamento Nacional de Telecomunicações foi o órgão fiscalizador de radiodifusão que fiscalizava também os RadioAmadores. Funcionou até a gestão presidencial de Fernando Collor quando foi mudado para DICOM (?) e depois para ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). 

Canais negativos e positivos

Quase que todas as marcas de transceptores usados no Brasil são de fabricação Americana ou Japonês. Nesse caso os transceptores fabricados para a faixa dos 11 metros (PX) possuem apenas 40 canais que é considerado muito pouco para a maioria dos Brasileiros. Sabendo-se que no Brasil a liberação é de 60 canais, aumenta ainda mais a necessidade de ter os demais 20 canais que faltam e como os integrados sintetizadores de frequência (PLL) tem condições de fazer um aumento bem superior ao 60, o resultado final são os muitos ou quase todos os transceptores PX modificados para muitos canais negativos ( abaixo do canal 1 ) e canais positivos (acima do canal 1) que ao todo podem somar até 600 canais sendo os próprios 40 canais, a primeira parte dos canais positivos. 

Só que a portaria 01/80 de 1981 que liberou os 60 canais no Brasil, cita em um dos itens que é proibido efetuar qualquer que seja alterações técnicas nos equipamentos transceptores sob pena de multas e cassações de licença da estação. Isso quer dizer que é proibido mesmo se modificando o transceptor para apenas 60 canais. 


Frequncímetro
O frequencímetro é um equipamento com entrada sensível e com a função principal de medir as frequências de cristais (ligados no oscilador), frequências de transmissores e osciladores em geral. São muitos os modelos que vai de uma simples medidor de frequências com capacidade de até alguns MHZ até ao moderno contador de data, tempo, período etc... com capacidade de até alguns GHZ (frequência X 1000000) com memórias pra facilitar a leitura. 

Quebra queixo

Os transceptores fabricados para a faixa dos 11 metros (PX) que possuem SSB ou banda lateral (LSB e USB) tem um botão para efetuar a sintonia fina nessas modalidades. Só que a legislação Americana proíbe que esse botão funcione durante a transmissão que "trava" a sintonia no ponto central da frequência perdendo a sua função no modo transmissão que só retorna quando o equipamento volta para o modo recepção. Isso é chamado de "queixo duro" e é muito ruim para sintonizar diversas estações em uma "rodada" pois não ficam todos na mesma posição de sintonia obrigando a uma constante movimentação desse botão todas as vezes que o outro vai falar. 

O "quebra queixo" é a alteração técnica feita no circuito que é ligado a esse botão para que ele continue sintonizando mesmo quando o transceptor está no modo transmissão. Isso quer dizer que ao sintonizar a voz do colega, o mesmo não precisará sintonizar novamente e assim será para todos que também estiverem com o "queixo quebrado". Convém lembrar que "quebrar o queixo" não é aumentar a largura de sintonia do botão como muitos pensam. 


A origem do 73

A origem do “73”, como sinal convencional de cumprimentos em mensagens telegráficas, tem sido atribuído a um jantar oferecido a ANDREW CARNEGIE, na data do seu 73º aniversário natalício pela ORDEM DOS TELEGRAFISTAS MILITARES. Esse jantar teve lugar a 27 de novembro de 1908, e o sinal 73 passou a ser atribuído ao seu 73º aniversário. Todavia, investigações feitas revelam que muito antes daquela época já era usado o referido sinal. É do TELEGRAPH AND TELEPHONE AGE, de 1º de junho de 1934, o seguinte, que passamos a transcrever, e que se tem como autêntico: Depreende-se de pesquisas feitas na história do Telégrafo que, em 1859, houve uma Convenção, um de cujos objetivos foi-se encontrar fórmulas para poupar palavras. Nomeou-se então uma comissão para confeccionar um código exprimindo em números ou símbolos as “frases feitas”. Essa comissão desobrigou-se da tarefa apresentando um código numérico de 1 a 92. A maior parte desses números foram logo sendo abandonados, mas alguns continuaram a ser adotados até nossos dias, como por exemplo, o 4, com o significado: “Onde quer que eu prossiga?” O número 9 significa “linha”, isto é, que o Chefe está no aparelho e que, portanto, todas as comunicações devem ser interrompidas. O símbolo 13 significa: “Não compreendo”; o 22 “Saudades e beijos”; o 30 “Boa Noite” ou “Fim”. O símbolo mais usado presentemente é o 73, que significa “Meus cumprimentos” e o 92 que significa “entregue”. Os números intermediários aos acima caíram em quase completo desuso. Mr. J. L. Bishof, Telegrafista Chefe do Bureau de Comunicações do Departamento Naval, lembra-se de cor dos sinais em uso em 1905, como segue: 


1 - Espere um momento. 
4 - Onde devo recomeçar na mensagem? 
5 - Tem alguma coisa pra mim? 
9 - Atenção ou desimpeça a linha (usado por chefes de telégrafos ou despachantes de trens). 
13 - Não entendo. 
22 - Saudades e beijos. 
25 - Ocupado em outro ramal. 
39 - Terminado ou vim (VA) (Mais usado pela imprensa para indicar o fim de uma história ou para encerrá-la). 
73 - Meus cumprimentos ou lembranças. 
92 - Entregue. 


A origem do S.O.S

Este sinal internacional de perigo ou aflição é conhecido em todo o mundo, embora circulem diversas versões quanto ao seu significado. A mais corrente é que esse trigrama (sigla de três caracteres reunidos) são iniciais de três palavras inglesas duma prece que os náufragos, julgando próximo o seu fim, dirigiam a Deus: "save our souls" ( salve as nossas almas ). Embora muito romântica e sentimental, esta versão é completamente errada. A realidade é muito mais simples e trivial como explicou o comandante francês Chaupour em «Le Moniteur de la Flotte e le Journal du Matelot (réunis)», de 7 de Março de 1925, quando da adoção desse sinal para os navios. 

Reproduzimos a parte do seu artigo que mais interessa ao caso (TSF = transmissão sem fio): 
" ... antes da aparição da TSF nas transações comerciais, utilizam-se já, desde há muito, as comunicações telegráficas através dos mares por cabos submarinos, sistema que havia atingido um alto grau de aperfeiçoamento. Existiam convenções internacionais muito claras sobre a matéria e empregava-se uma série de sinais compostos de duas letras, uma das quais era sempre o "Q", que é das menos usadas na linguagem corrente. Entre esses sinais, os operadores serviam-se do CQ para alertar os operadores das estações ao longo da linha, que deviam dar atenção à mensagem que se ia passar. A maior parte das convenções existentes foi adotada pela nova companhia Marconi, quando esta começou as suas operações por mar, em 1902. A chamada CQ adapta-se particularmente bem à TSF (que espalha as suas ondas em todas as direções) e cada navio devia acusar a recepção e repeti-la pelo emissor, tal como se fazia no sistema por cabo. À medida que a TSF se desenvolvia no mar, deu-se conta que o CQ já não era adequado, resultando a regra geral seguinte conhecida pelo nome de "Circular nr.57", editada pela Marconi em 7 de Janeiro de 1904: 
«Chegou ao nosso conhecimento que a chamada CQ ("call quest" a todos os postos), satisfazendo casos vulgares, não exprimia suficientemente o caracter de urgência indispensável a um sinal de perigo. Por isso, a partir de 1 de Fevereiro de 1904, o sinal a usar pelos navios pedindo assistência será CQD, o qual não deve ser emitido senão por ordem do comandante do navio em perigo, ou por outros navios ou postos retransmitindo o sinal desse navio. «Todos os postos receptores devem estar compenetrados do caráter importante e urgente dessa chamada e fazer tudo para a passar o mais rapidamente possível. 
«O seu emprego injustificado implica graves sanções contra o prevaricador.» O texto original dessa famosa ordem geral faz hoje parte dos importantes arquivos da Marconi como se fosse um objeto de museu. 
Em Julho de 1908 o sinal CQD foi substituído por SOS segundo decisão da Convenção Radiotelegráfica Internacional. Esta mudança foi devida, sobretudo, à simplificação da combinação, pouco usual, de pontos e traços de todos os outros gêneros de chamadas. No sistema Morse exprime-se pelos seguintes sinais: três pontos três traços três pontos (...---...) 
O sinal SOS foi adotado pois, por razões essencialmente técnicas: simplicidade de manipulação na emissão, simplicidade de leitura na recepção, impossibilidade de confusão com outros sinais em serviço. 
As explicações literárias (save our souls, save our sink ...) são invenções posteriores à adoção do sinal e não correspondem à verdade. Podem no entanto servir de mnemônicas." Todavia, é certo que graças a elas S.O.S. como sinal de pedido de socorro, saiu do uso dos técnicos e é hoje conhecido por parte importante da população do globo. 


Radiofusão
A radiotransmissão destinada à recepção e ao uso geral do público denomina-se radiodifusão. Na sua forma mais simples, a radiodifusão é utilizada para a divulgação sistemática, pelo rádio, de programas educacionais e recreativos, noticiários e informações diversas, sempre destinados à recepção simultânea pelos aparelhos radiorreceptores localizados na área de receptividade da estação transmissora. Como toda descoberta decorrente da evolução científica, também a radiodifusão resultou de uma seqüência ininterrupta de contribuições recebidas de numerosos cientistas de todas as partes do mundo, durante um longo espaço de tempo. A invenção da válvula de rádio audion em 1906, pelo engenheiro norte-americano Lee de Forest (1873-1961), possibilitou a produção de variações eletromagnéticas capazes de transmitir as configurações da voz humana. Já no último quartel do século XIX, homens como Thomas Savery, William F. Cooke, Charles Wheatstone, Samuel Finley Breese Morse, Joseph Henry, Von Bezold, James Clerk Maxwell, Heinrich Rudolph Hertz, Édouard Branly, Oliver Joseph Lodge, Nikola Tesla, Padre Roberto Landell de Moura, Guglielmo Marconi, e outros, haviam estabelecido as bases científicas para a nova invenção. Em 1873, James Clerk Maxwell completou a sua teoria sôbre as ondas eletromagnéticas, utilizada posteriormente na radiotransmissão. A luz e o som propagam-se em tôdas as direções, isto é, são ondas concêntricas e esféricas; também assim procedem as ondas de rádio. Sabendo Maxwell que as ondas extraordinariamente curtas afetam o nervo ótico, produzindo a sensação de luz, sustentava que deviam existir ondas análogas, mas de maiores extensões, que poderiam produzir efeitos eletromagnéticos. Foi, porém, Heinrich Rudolph Hertz que, mediante poderosas descargas elétricas, conseguiu, em seu laboratório, em Karlsruhe, Alemanha, transmitir os impulsos de uma sala para outra, estabelecendo definitivamente a teoria de Maxwell e demonstrando, também, a íntima relação existente entre a luz e a eletricidade. Numerosos cientistas entregaram-se então a explorar as possibilidades práticas destas descobertas. Entre eles foi, porém, Padre Roberto Landell de Moura e Guglielmo Marconi que tiveram êxito final. Em 1893 o brasileiro Padre-cientista Roberto Landell de Moura realizava, em São Paulo, do alto da Avenida Paulista para o alto do Morro de Sant’Ana, as primeiras transmissões de telegrafia e telefonia sem fio, com aparelhos de sua invenção, numa distância aproximada de uns oito quilômetros em linha reta, entre aparelhos transmissor e receptor, presenciada pelo Cônsul Britânico em São Paulo, Sr. C. P. Lupton, autoridades brasileiras, povo e vários capitalistas paulistanos. Tratava-se da primeira radiotransmissão da qual se tem notícias. Só um ano depois foi que Guglielmo Marconi iniciou as experiências com seu telégrafo sem fio. Em virtude de brilhante êxito de suas experiências inéditas, em nível mundial, Landell de Moura obteve uma patente brasileira para um “aparelho destinado à transmissão phonética à distância, com fio ou sem fio, através do espaço, da terra e do elemento aquoso”, patente nº. 3.279. Era o dia 09 de março de 1901. O mérito do Padre Landell de Moura é ainda maior se considerarmos que desenvolveu tudo sozinho. Guglielmo Marconi iniciou as suas investigações por volta de 1894, quando conseguiu enviar sinais fracos a cerca de 100 metros. O progresso foi rápido, pois, já nos dois próximos anos, alcançava pouco mais de 1 km e, logo depois, enviava mensagens a 5 km. Como as suas atividades científicas encontrassem pouco apoio na Itália, mudou-se para a Inglaterra. A Rainha Vitória encontrava-se enferma, na ilha de Wight, quando foi possível transmitir para Londres, através do aparelho de Marconi, notícias sobre o seu estado de saúde. Tal fato despertou geral interesse, e o método de comunicação utilizado por Marconi teve repercussão mundial. Em 1896, Marconi patenteava o primeiro aparelho transmissor sem fios. Guglielmo Marconi prosseguindo no desenvolvimento de seu aparelho, em dezembro de 1901, conseguiu transmitir sinais correspondentes à letra S do Código Morse, de Poldhu, na Cornualha, Inglaterra, para o outro lado do Atlântico, a uma colina situada na Baía de St. Johns, na Terra Nova. Daí por diante, a evolução do telégrafo foi rápida, valendo-se do código de Morse, composto de pontos e traços, ou sejam, transmissões de sinais de diferentes durações. O problema da transmissão das vibrações características do som, contudo, não era ainda possível resolver com o aparelho inventado por Marconi. Era preciso encontrar-se a maneira de enviar ondas de amplitude uniforme, em vez das ondas amortecidas dos primeiros aparelhos radiotelegráficos. Por outro lado, para que os receptores pudessem selecionar as determinadas estações, era necessário que as freqüências fossem uniformes. Uma vez que se pudesse variar, à vontade, a amplitude das ondas de modo a fazê-las corresponder às variações das radiofreqüências, seria possível imprimir às ondas eletromagnéticas o perfil particular das ondas sonoras, e, com isso, resolver-se o problema da modulação, que consiste em fazer variar a freqüência ou amplitude de uma onda em concordância com a onda de sinal de rádio. Quanto se saiba, o primeiro programa irradiado foi o do Professor Reginald Aubrey Fessenden, em Brant Rock, Massachusetts, nos E.U.A., na noite de Natal de 1906. O programa consistiu de música e de uma alocução própria das festividades. Lee de Forest, em 1908 realizou com sucesso uma irradiação da Tôrre Eiffel, em Paris. Em 1910 se fazia a primeira transmissão do programa de Enrico Caruso da Metropolitan Ópera, de Nova York. Só depois da I Guerra Mundial é que verdadeiramente começou a incrementar-se a radiodifusão. No início, quase que só radioamadores é que difundiam programas de músicas de discos. A curiosidade do público sempre crescente deu origem aos interesses comerciais, resultando, assim, as organizações com finalidades de divulgação de informações, propaganda comercial e divertimentos. A radiodifusão propriamente dita, surgiu em 2 de novembro de 1920, com a estação KDKA, de Pittsburgh, Pensilvânia, E.U.A., primeira radiodifusora regular, organizada pela Westinghouse Electric and Manufacturing. Serviu-se do sistema conhecido por AM ou Modulação de Amplitude. Logo em seguida a estação WGY, mais tarde com os prefixos WGEA e WGEO, da General Electric Co., em Schenectady, entrou em funcionamento; no princípio apenas para fins experimentais mas, em pouco tempo, tornou-se a mais possante e talvez a mais conhecida estação de “broadcasting” de todo o mundo.
Modulação de Amplitude - A.M
Dentre os diversos métodos inventados para a solução do problema de modulação de amplitude, a válvula termoiônica audion se impôs rapidamente sobre todos os outros. Em 1883, Thomas Alva Edison notou que todo o filamento, ao ser aquecido no vácuo, emite um fluxo de elétrons, que pode ser regulado mediante uma grade adequadamente colocada. John Ambrose Fleming, investigando em 1904 o chamado “Efeito de Edison”, conseguiu inventar uma válvula de placa e filamento, à qual, em 1906, Lee de Forest acrescentou a grade. Quando se submete a grade a uma variação de tensão muito fraca, em determinadas condições elétricas, tem-se como efeito uma variação consideravelmente maior na tensão elétrica entre o filamento e a placa. Assim, os impulsos fracos recolhidos pela antena e terra podem ser transmitidos ao circuito grade-filamento e amplificadas no circuito filamento-placa. Para torná-los ainda mais fortes, quando necessário, os impulsos podem ser comunicados a uma nova válvula e repetir-se o processo até alcançar a potência desejada. A válvula oferece ainda as propriedades de um retificador. Se é proporcionada corrente alternada ao circuito grade-filamento, obtém-se uma fonte de corrente contínua de diversas intensidades, e este é, precisamente, o tipo de corrente necessário ao funcionamento da membrana de um auricular ou bobina de um alto-falante. Este processo, pode, pois, resolver o problema da transmissão dos diversos sons. Os sons recebidos pelo microfone são transformados em correntes de intensidades diferentes, que depois são conduzidas à válvula transmissora. Ali essas variações se traduzem em ondas sucessivas de diversas amplitudes. Este processo de modulação torna compreensíveis os sinais incorporados às ondas hertzianas portadoras. No aparelho receptor, as ondas recebidas dão origem a correntes que são conduzidas, ora diretamente, ora por meio de sistemas sintonizadores providos de indutância e capacitância, até o filamento e a grade da válvula empregada como detectora. Aqui os impulsos produzem variações na intensidade da corrente que vai da placa ao filamento. Amplificados tais impulsos, a seguir, por válvulas adicionais, essas variações atuam sobre a membrana do auricular receptor telefônico ou sobre a bobina do alto-falante, produzindo vibrações semelhantes às do som original. Este sistema tem como objetivo produzir ondas moduladas, mediante a variação da amplitude das ondas de radiofreqüência. 

Modulação de Frequência - FM
Existe, porém, um outro sistema denominado de Modulação de Freqüência, inventado em 1936, por Edwin Howard Armstrong, no qual se faz variar a freqüência e mantém-se constante a amplitude da onda hertziana. Dois são os métodos principais utilizados para reduzir os ruídos que interferem na recepção. O primeiro aumenta a potência do transmissor e o segundo aumenta a modulação. A modulação máxima de um sistema A.M. é obtida quando a amplitude da onda modulante é igual a amplitude da onda de radiofreqüência. No sistema F.M. a modulação máxima é limitada pela faixa de radiofreqüência que pode ser enviada e recebida. Enquanto as faixas designadas para as estações do sistema de A.M. são limitadas a 10 kc por segundo, as de F.M. alcançam até 200 kc por segundo. Este sistema é hoje geralmente empregado na radiodifusão e também utilizado para transmitir o som das emissoras de televisão. 

Aspectos Técnicos
Em meados do século XX, existiam cinco tipos distintos de radiodifusão, que podem ser assim classificados: l - radiodifusão regional de ondas longas; 2 - radiodifusão internacional de ondas curtas; 3 - radiodifusão de freqüência modulada ou F.M.; 4 - radiodifusão de imagem ou televisão ou TV, e 5 - radiodifusão de fac-símile. Em muitos aspectos, a técnica adotada é semelhante; em outros, difere bastante. São elementos essenciais: (1) estúdio, microfone e equipamento transmissor capaz de gerar corrente de alta freqüência, modulando-a de acordo com o programa a ser irradiado e irradiando ondas eletromagnéticas com intensidade aproximadamente igual em todas as direções, e (2) qualquer número de receptores situados em vários lugares onde possam detectar as ondas irradiadas e reproduzir o programa original. Tal sistema é considerado como radiodifusão, tanto de som como de imagem, sendo que o de imagens em movimento é conhecido por televisão e o de imagem estacionária é denominado fac-símile. Este último é muito utilizado pela imprensa na divulgação de radiofotografias. Na radiodifusão de som, o microfone transforma as várias pressões de ar das ondas sonoras em flutuação da corrente elétrica. As correntes produzidas são imagens elétricas do som, que, depois de amplificadas, são encaminhadas ao transmissor para modulação da onda irradiada. Esta onda, de freqüência alta, serve apenas para transportar os sinais aos locais distantes de recepção. Por isso dá-se-lhe o nome de “onda portadora”. Ao passarem pelas antenas de receptores ajustados, as ondas produzem correntes de alta freqüência, nas quais a modulação continua preservada. O circuito do receptor elimina a onda portadora do sinal por um processo denominado detecção, a fim de extrair a informação trazida pela modulação. Neste estágio, a informação é convertida em uma corrente elétrica substancialmente idêntica à corrente variável do microfone das estações transmissoras distantes. As correntes do receptor atuam sobre o diafragma do alto-falante que, por processo inverso ao do microfone, produz variações de pressão no ar ambiente, resultando daí o som original. 

Radiofusão no Brasil
A primeira irradiação pública de nosso país foi feita no Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1922, com o discurso do Presidente Epitácio da Silva Pessoa, inaugurando a Exposição do Centenário da Independência. A irradiação foi feita através da Estação de prefixo S.P.C., instalada no alto do Corcovado, por iniciativa de Westinghouse Electric Internacional e da Cia. Telefônica Brasileira. Era uma transmissora pequena montada especialmente para os festejos da Exposição do Centenário e, por isso, teve vida curta. Somente em 20 de abril de 1923 surgiu, verdadeiramente, a primeira radiodifusora brasileira: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Daí por diante o progresso foi rápido, pois logo foram instaladas radiodifusoras em quase todas as capitais dos Estados. O seu número, sempre crescente, teve desenvolvimento maior depois da II Guerra Mundial. Já em 1954 existiam quase 500 emissoras e, em 1962, o Brasil já se apresenta como a maior potência radiofônica da América do Sul. A radiodifusão é uma das modalidades mais importantes da radiocomunicação, porque exerce sobre os radiouvintes marcante influência, graças à ampla penetração em todos os lares. A primeira lei reguladora dos serviços de radiocomunicação no território brasileiro foi publicada em 27 de maio de 1931, Decreto nº. 20.047. Até então, todas as concessões eram reguladas pelo órgão competente do Ministério da Viação e Obras Públicas. Seguiram-se outras leis, portarias e regulamentos. Contudo só em 1962 se deu início a uma legislação que pretende ser completa sobre todos os aspectos da radiodifusão brasileira. É interessante mencionar o fato de que já em 1892, em Mogi das Cruzes, São Paulo, o Padre-cientista Roberto Landell de Moura (1861-1928), brasileiro, natural de Porto Alegre-RS, realizando experiências com um rústico aparelho e utilizando uma válvula, semelhante à de Crookes, de três eletródios, conseguiu transmitir e receber a palavra humana através do espaço, sem o emprego de fios. Tendo aperfeiçoado o seu aparelho, em 1893 fez novas experiências na cidade de São Paulo, da Avenida Paulista ao Morro de Sant’Ana. Em 9 de março de 1901 obteve a patente brasileira de nº. 3.279, para transmissão da palavra a distância com e sem fios. Em julho de 1901 partiu com destino a América do Norte, instalando seu gabinete de física em Nova York, distrito de Manhattan, onde permaneceria por três anos, fazendo ensaios e experiências. Nos Estados Unidos, em 11 de outubro de 1904, obteve a patente nº. 771.917, para um Transmissor de Ondas e, em 22 de novembro de 1904, a de nº. 775.337, para um Telefone sem Fio e, na mesma data, a de nº. 775.846, para um Telégrafo sem Fio. Desejando fazer demonstrações de seus inventos com navios de guerra no Rio de Janeiro, solicitou auxílio ao governo, nada conseguindo. Desiludido, voltou à sua terra natal, para se dedicar, daí por diante, somente aos seus paroquianos. As patentes, depois de expirados os prazos de garantia, caíram no domínio comum. 

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